Friday, October 23, 2009

surrealismo fantástico

Adeus, Solidão!
Vou fugir da tradição dos poetas sós, sem amor
Pra me despedir escrevi essa canção
Vou dizer "Bye Bye", Solidão

Tanto tempo preparando o meu coração para um novo amor

Amiga, Solidão
Olha, se chateie, não!
Reencontrei o amor
Tchauzinho, eu vou...
Se me reencontrar, pode até me censurar por eu me atirar
Assim a uma paixão

Tanto tempo preparando o meu coração para um novo amor

Por isso eu digo: Adeus, minha amiga Solidão!
Reencontrei o amor, minha amiga Solidão!
Essa canção é um adeus, oh, Solidão!
Até mais...


Amiga Solidão,
Mestra com toda razão
Reencontrei o amor
Assim, eu vou
Vou tentar lembrar do que pôde me ensinar
Mas, agora não, faça-me o favor.


Cascadura falando por mim.

Monday, October 19, 2009

como as luzes

pensei chegar mais perto de você agora
só pra dizer que os meus olhos queriam te ver
e ter apenas teu sorriso ao me aproximar
pra não te esquecer



Esta bela canção do Cidadão Instigado traz o brega de volta aos meus ouvidos.
Leia: Cadê você que nunca mais apareceu aqui?

Monday, October 12, 2009

não tenho certeza sobre nada. eu acho.

O feriado tá quase no final, mas posso dizer que foi bem bom e um tanto produtivo, vai ser daqueles que vai deixar boas lembranças para o futuro.
No último post eu falei que estava botando a casa em ordem e isso era no sentido literal da coisa. Pintamos o quarto neste feriado, agora as paredes estão limpas! Uma delas ficou cinza. Os quadros da adolescência não ficam mais nas paredes. Vamos pensar o que vai ser fixado lá. Arrumei o armário e tirei o pó de todos os CDs. E depois disso, uma bela faxina na casa toda. Depois choveu e eu tomei um belo banho, parece que lavei até a alma. O banho foi no chuveiro, não na chuva.
Ah, desculpem aí se tomo seu tempo falando estas coisas da vida, mas é que tô matando a saudade do diário, saca?

Sábado, depois de pintar as paredes e tirar um cochilo com cheiro de tinta e pó, fui para o bar tomar umas com o Hugo e o Fabião. Lá eu tinha combinado de encontrar mais uns amigos, como o Daniel e a Rose, a Sandra e a Amanda, e em bares com som a gente sempre tromba mais gente, é sempre bom.
O som estava por conta do Roger Moreira, do Ultraje a Rigor. Ele veio sozinho e tocou acompanhado por uma banda daqui da região. O Ultraje tem mais hits do que eu imaginava. A noite foi boa e rendeu novo projeto e novas amizades. Estava precisando de uma noite dessas.

Domingo eu assisti o Cafofo Sessions #1, a nova seção do blog mais legal de todos. É uma entrevista que a Dani Arrais faz com amigos na sala de sua casa. A primeira entrevistada foi a cantora e compositora Luciana Lins, a Lulina. Ela acabou de lançar seu primeiro disco oficial, o Cristalina. Segundo Xico Sá o disco tem "tanta canção fueda, por Diós, que a gente fica inventando alegria e sofrimento para caber dentro delas".

Em um ping-pong, Dani pede um cantor para Lulina e ela diz Bill Callahan. Eu nunca tinha ouvido falar nele ou nunca prestei atenção se falaram dele antes. E aí que a primeira canção que ouvi foi Too Many Birds, indicado no twitter pela @daniarrais. Me perguntei por que é que demorei tanto para conhecer o Callahan. E aí vejo que alguém respondeu. Era a @giannetti que me seguia há pouco no twitter. Me indicou I Was A Stranger, do Smog, um pseudônimo de Callahan.

Pelo wikipedia soube que Bill Callahan, enquanto Smog, gravava seus discos em casa em um estúdio portátil de quatro canais. Assim como fez Lulina com seus discos que distribuia para os amigos. Após nove discos caseiros, Lulina lança seu primeiro CD de estúdio, diz a capa da Ilustrada de hoje.

Trocando uns tweets com Cecília @giannetti, descubro que ela era a vocalista do Casino. Não lembro como conheci a banda dela, sei que o EP deles rolou muito no CD player de casa. E sabe o que mais? Eu tenho o EP aqui na coleção e nem a @giannetti tem mais.

Dia de Festa, do Casino, em um vídeo brincadeira com Jules et Jim, do cineasta Truffaut. Para matar a saudade do som e admirar a bela e rebelde Jeanne Moreau.



Um filme marcante para Lulina é Na Idade da Inocência, do francês François Truffaut, diretor do filme que está acima no vídeo brincadeira do Casino.

Percebe as ligações entre estes papos, tweets, vídeos e afins? Eu acho do caralho quando se percebe que é possível costurar todas estas conexões e conhecer mais e mais pessoas que vivem no mesmo planeta que eu, mesmo que eu só tenha conhecido a Lulilândia agora.

A vida é boa e cheia de possibilidades, diz o mantra que Inagaki deixa no seu blog.

A gente leva uns tombos, desanima, reclama, chora, mas sempre tem algo para nos deixar para cima de novo. Leminski já dizia que a gente precisava aprender com as crianças. E ontem eu estava tomando um chopp com o Biajoni, a Karen e a Lia. A Lia tomava uma limonada. Como disse no post anterior, Lia é minha amiga mais nova. E muito inteligente e com um papo bacana. Conversando com ela no bar ela diz: "Todo mundo resolveu sair hoje, né?" ou algo do gênero para dizer que o lugar estava cheio. E aí do nada me diz: "ah, fui no circo do Tio Casuo", o Marcos Casuo que fez parte de um espetáculo do Cirque de Soleil. Quando perguntaram o que ela gostava de ouvir no carro, ela diz que gosta do Maurício Pereira e, enquanto eu esperava que ela fosse cantar a canção do Visconde, ela cantou Ser Boi. Mas o que temos que aprender é este desligamento que as crianças tem com a dor do passado. Quando alertada que seria perigoso correr ou subir em tal cadeira, ela diz que não tem problema, aí foi lembrada dos quatro pontos que levou na testa por conta do último tombo e ela meio que dá de ombros e diz: "já sarou". É isso aí. Bola prá frente, sempre.

Eu estava lá tomando com eles depois de ter visto Bastardos Inglórios com o Bia. Dizer que é um filmaço do Tarantino é pleonasmo, mas é um filme que, em tempos de pirataria comendo solta, merece ser visto no cinema. Registrei um comentário do Biajoni logo depois do cinema. Ele já escreveu um texto sobre o filme para o Amálgama.



É isso aí, o título deste post é do livro das lamúrias da Lulina. Eu não tenho certeza sobre nada. Eu acho. Mas a arte continua me salvando. Continuo cercado de boas figuras. A vida segue com altos e baixos e vou lembrar sempre que temos que continuar aprendendo com as crianças.

Monday, October 05, 2009

por onde estão e o que aprontam alguns dos meus bons amigos

Eu ando sumido daqui porque estou colocando ordem na casa e pode não parecer, mas atualizar o blog requer muito tempo e cuidado. No entanto as coisas renderam nas últimas semanas e tem algumas coisas (que não são coisas) que eu não poderia deixar passar.

Primeiro gostaria de mandar um abraço para os amigos Renatão, Wagner e Adriano. Nos reunimos para umas cervejas e um truco em um sábado vadio e eles comentaram que passam por aqui semanalmente e cobraram atualizações. Aqui está, brothers. Fazia tempo que não os encontrava e foi bom vê-los e, como não poderia deixar de ser, ficar feliz de saber que por aqui passam.
Estes três são alguns dos grandes amigos de infância que tenho e que me assustam quando calculam que a gente se conhece há mais de... vinte anos. Eu, hein?

Tenho também novos e velhos amigos aprontando no meio literário e eu me amarro quando fico sabendo das novidades.

Minha talentosa amiga Amanda Vox, avisa lá de Lisboa, que acaba de emplacar poemas e um texto no bacanérrimo Cronópios. Virada, o título do texto que caiu no Cronópios é um dos ótimos posts que ela fez no início de setembro. Eu acho que você que vem aqui poderia clicar aí do lado e cair no blog dela para conhecê-la melhor, mas sei que o tempo é curto, a preguiça é grande, então já vou linkar aqui os textos na sequência, porque eles são bem bacanas e você precisa ler: e foi assim..., turma de 2000, o fim do primeiro namoro, a história desconhecida do que se perdeu e claro, o texto do Cronópios, que no blog dela se intitula fim da década.
Este site hiper cool, que conheci por conta da coluna da grande Mathilda Kóvak , coloca Amanda como novíssima autora. Espero acompanhar de perto todo e cada texto publicado por lá.

Daniel Martins, ator, dramaturgo e professor de uma gurizada de peso, lança pela Editora da Universidade Estadual de Londrina (EDUEL) o livro UM MUNDO DEPOIS DO FIM DO MUNDO: Samuel Beckett e Guimarães Rosa contracenando no absurdo. Mais informações aqui.

Já o pai da Lia Biajoni (minha amiga mais nova que acabou de meter a testa em um banco de concreto e levou quatro pontos) trabalha o livro inspirado no filme de Marcelo Laffitte: Elvis e Madona. Marcelo Laffitte, repito porque o poeta Chacal pediu para guardar este nome, diz: Meu nome não é Joni, meu nome é Biajoni.
Pois bem, o Bia terminou a primeira metade do livro e quer apresentar para gays darem seus pitacos. Alguém se manifesta? Mande um e-mail pro Bia: luizbiajoni@hotmail.com

Quer um teaser de Elvis e Madona? Simone Spoladore é Elvis. Um comentário buzina de avião: Ela veste duas camisetas com estampas do Banksy.



E já que falamos de cinema, o NADA apresenta um pouco de TUDO que é feito no seu quartel general situado em Paulínia.



Nelson Shiraga Jr, fotógrafo de mão cheia, presidente do Fotoclube de Limeira e meu irmão (não necessariamente nesta ordem), está com uma foto na revista Caras e vai para Paris esta semana.
Não, ele não virou uma celebridade, eu explico. A gostosa Ellen Roche desfilou em Limeira e ele cobriu o desfile e a foto foi para a edição desta semana da revista. E sobre Paris, ele vai curtir uma semana por lá por conta de uma boa ideia na cabeça. No ano da França do Brasil, ele enviou uma frase para a Etna, foi selecionado e ganhou a viagem! Não é bom demais!?
Olha a frase vencedora: "Com a sofisticação que a Etna inspira e a elegância que Paris transpira". Veja no site as outras três frases que ganharam a viagem. Não é porque ele é meu irmão, a frase dele é a melhor!
O que me lembra que uma câmera na mão e uma ideia na cabeça pode te levar longe mesmo.

E por último, mas não menos importante, deixo vocês com este trabalho do meu amigo, parceiro de caminhadas em Pinheiros, o figuraça Fábio Sakoda. O cara tá cada vez mais foda na arte. Ele enviou umas imagens deste trabalho que fez para um curso e pediu uma crítica. Os professores dele elogiaram o trabalho, eu não sou capaz de escrever sobre esta obra, na boa, vejam aí e se emocionem. Ah, e se clicar na imagem você será direcionado para o site do Atelier dele e da Alê. Para encontrá-los, é só pintar na Praça Omaguás aos domingos, eles estão lá na Feira de Artes.


Sabe o que? Eu tava com saudades de postar. Não lembrava como era gostoso fazer isso. Apesar do tempo que toma vale a pena. Tá aí, espero que alguém leia. =)

Tuesday, September 29, 2009

perhappiness

If you see me getting mighty
If you see me getting high
Knock me down!

Se você me ver muito alto, me sentindo muito poderoso ou intragável, me jogue prá baixo. Faça isso porque algo deve estar errado. Quando me vejo lá em cima e de repente perco o chão, é foda. Pior é que depois da queda, costuma vir o coice.
Não sei dizer o que acontece, mesmo tentando ver o lado bom das coisas, vira e mexe bate esta sensação ruim. Às vezes a empolgação escapa por entre meus dedos e do nada me pego aqui, me sentindo um merda.



O fato de me sentir mal, pode ser algo produtivo se pensarmos poeticamente, mas no momento tudo o que eu consigo ver é que me sinto envergonhado por não corresponder ao que muitos pensam que eu poderia ser ou ter ou parecer. Queria mesmo era ficar só em um bar escuro, me escondendo atrás de garrafas de cerveja.

Não escrevo para explicar nada, estou apenas amontoando umas idéias que rondam a minha mente e talvez expondo aqui elas possam deixar de me perturbar. Preciso me organizar. Vou abrir uma cerveja primeiro, pode ser bom para ficar pensando.

Acabei de ler um desabafo do Mário Bortolotto em seu blog. E ele pede desculpas dizendo que precisava falar. Eu vivo desabafando e reclamando aqui e nunca pedi desculpas para você que vem aqui. Desculpa. Mas hoje eu ainda vou me lamentar. Este blog está cada dia mais vazio, sem conteúdo, diferente do blog do Branco Leone que diz ali ser um blog sem conteúdo, mas que é de um cara foda, muito foda, grande referência da literatura independente na internet. O conheci pessoalmente recentemente e só então passei a ler seu blog, mas já tem todo o respeito que um grande cara merece.

Aprecio prá caralho quando vejo pessoas como a Dre Nobre que consegue extrair o melhor do que eu expresso por aqui. Ela deixa de lado minhas lamentações, pega as dicas e as devora. Quando fico sabendo que ela conheceu o Jim Dodge por conta de um post que escrevi, penso que já valeu ter conjugado o verbo blogar na primeira pessoa. Esqueça as minhas bobagens, tá ali no subtítulo do blog, metade do que eu digo não faz sentido, mas às vezes eu dou umas dicas que prestam.

Ainda sobre Dodge, o Biajoni, que dispensa apresentações por aqui, escreveu um post inspirado e lindo sobre O Enigma da Pedra. Livro que ganhei de presente e tá ali na pilha de livros que aguardam minha leitura.

Talvez seja isso que eu precise. Leitura. Parar de postar merdas, deixar de ser um ridículo blogueiro adicto e passar a buscar algo que seja mais produtivo para mim e, consequentemente, acho que será melhor para quem estiver ao meu redor.

Um figura que tenho encontrado com frequência e sempre me instiga à ler mais é o Oliver Mann. Ele não só me dá a maior força para que eu comece escrever, como também me empresta livros, filmes e me convida para projetos excitantes, como foi a Flip. Ele foi meu professor, hoje é um grande amigo, e acho que não tem blog. Quando reclamei da falta de tempo, na época da faculdade, ele disse na maior calma que eu deveria me apressar e de quebra disse que ler Paul Auster também era necessário:

Tenho a sensação de tentar ir a algum lugar, como se soubesse o que queria dizer, mas quanto mais avanço maior a certeza de que o caminho para chegar ao objetivo não existe. Preciso inventar a estrada a cada passo, e isso significa que nunca tenho certeza de onde estou. Uma sensação de mover-me em círculos, de refazer eternamente o mesmo caminho, de seguir em várias direções ao mesmo tempo. E, mesmo que eu faça algum progresso, não estou de modo algum convencido de que chegarei aonde penso que estou indo. Só porque você vaga pelo deserto não quer dizer que exista uma terra prometida.

Note a diferença gritante: Sem ter o que falar sobre a morte dos dois grandes cineastas, apenas exibi aqui dois posters dos filmes que eu conheci; já o Jonas Lopes escreveu dois posts interessantíssimos sobre Bergman e Antonioni. Eu apenas me inicio na obra destes mestres; já o Jonas diz com propriedade que Bergman é seu diretor predileto. Lembro de já ter conversado sobre o tempo com Jonas, jornalista que admiro um montão. Ele contava dos baldes de café que tomava, das poucas horas de sono e da disciplina em relação à leitura. Um dia eu aprendo.

Eu gosto muito de blogs, mas ando puto é comigo mesmo, com minha improdutividade criativa. Sei que muito dos trabalhos que admiramos por aí, não são feitos só de talento, mas de muito suor. E posso não ser criativo ou ter o dom da escrita, mas suor é algo que eu posso dar. Me empenhar quando resolver me dedicar à algo. Deixar de ser vagabundo.

Um cara que tem uma escrita afiada e manda contos e crônicas muito boas, e mora aqui na cidade é o Cristiano Kock Vitta. Ele sabe escrever. Eu o invejo.

Um dos primeiros blogs que li e gostei muito foi o brazileirapreta da Clarah Averbuck, que avisou esta semana que este seu antigo blog ainda vive. Ela tem talento, ela sabe escrever. Eu a invejo também.

Plagiando Luís Capucho e Mathilda Kóvak, digo que um cara que usa o coração como máquina de escrever é o Marcelo Costa, que está com um novo blog, o Calmantes com Champagne, na versão 2.0. Mac é o editor do Scream & Yell, e escreve também a coluna Revoluttion. Lembro-me de ver no final de um DVD do Ettore Scola (diretor que conheci porque o Paulo Corrêa me apresentou) um release do Mac elogiando o filme. E na minha opinião, o blog tem esta função de aproximar o leitor da pessoa que escreve. E quando vejo o nome de um cara que leio diariamente nos extras de um DVD, dá a sensação de que até o diretor está mais próximo da gente, de alguma maneira.
Além de falar de música, filme e dar muitas dicas de eventos que rolam por aí, Mac também escreve sobre o cotidiano de alguém que vive em Sampa e consegue ver que mesmo em uma megalópole onde o caos e a correria impera existe coração.

Rafael Miranda, outro brother da cidade, está mandando online seus textos e poemas. Ele tinha uma banda aqui em Limeira chamada Poetas Mortos. Eu admiro vários deles. E já nem me impressiono mais quando vejo que muitos deles morreram bem mais jovens que eu, e deixaram uma obra ímpar, ou caras que já fizeram dez mil coisas que eu jamais sequer pensei em fazer. É, talvez seja este também o motivo de eu ainda estar vivo, não é? É um consolo...

Por todos estes nomes citados, sou contra quem pensa que blog é sinônimo de simples idéias espontâneas e sem importância. Tem muita coisa boa na blogosfera, a gente precisa filtrar e saber o que é que vale à pena ler.

Eu deveria estar feliz por estar rodeado de gente boa. Eu sou feliz por isso. Mas é foda quando tudo ao redor está bem e você se sente um merda.

Assisti A Concepção há pouco tempo e andei pensando no movimento concepcionista, no lance de ser um novo indivíduo a cada dia. Renascer todos os dias. Ter um novo nome, um outro perfil, uma nova profissão. E no outro dia, mudar novamente. Existe uma série de regras no manifesto concepcionista. Mas eu fiquei pensando quantas pessoas eu já fui, quantos papéis diferentes já interpretei nesta vida, sendo office-boy, corretor de seguro que usava gel no cabelo, camisa, gravata e carregava uma pasta, logo na sequência trabalhando como operário em uma fábrica no Japão, depois sendo um balconista em uma loja de música, aí um barman ouvindo história de bêbados com um sorriso no rosto para ver se descolava uma gorjeta no final do papo, um estagiário em uma redação de uma TV, e um professor de Inglês. Um outro filme que vi há pouco foi Huckabees que apesar de ser uma comédia fala sobre desconectar-se dos seus problemas e do seu cotidiano e entrar em um estado do "ser puro", é uma loucura. A pergunta que fica: Como é que eu não sou eu mesmo!?

Esta vida é mesmo uma loucura. Você sente saudade do passado?


É isso, meus caros amigos. Vou tentar organizar minha vida e isso inclui gastar menos tempo falando abobrinhas e escrevendo bobagens por aqui. Não quero choro, nem vela, aproveitem os links aí do lado, todos são jóias raras. Ou então desliguem o computador e leiam um livro, ou vejam um bom filme, ou segurem a mão de quem vocês amam e saiam para ver o sol...
Estas dicas na verdade são para mim. Eu é que estou precisando desligar o computador, ler um livro, e sair para ver o sol.
A cerveja acabou.

Amo vocês. Valeu.

P.S.: O termo "Perhappiness" não tem tradução. É uma criação do Paulo Leminski. Perhaps + Happiness = talvez felicidade. Leminski é bom até em outra língua.

P.S.2: A ilustração é de Edward Hopper, chamada New York Movie. Melancolia pura.

P.S.3: A epígrafe deste post é um trecho de "Knock Me Down", do Red Hot Chilli Peppers.

P.S.4: Este post é do dia 04 de agosto de 2007. Não alterei uma vírgula. Não sei se gosto desta idéia de estar tudo igual e ter o mesmo drama, anos depois.

Sunday, September 27, 2009

a espera é difícil

nó na garganta
lágrimas
pensamentos simultâneos
contradição
e nada a fazer a não ser esperar
esperar
esperar
o nó da garganta se aperta
até o corpo doer
até eu querer gritar
- e se grito me sinto ridícula
pequena
e se isso não é um poema
é algo a fazer enquanto espero
espero
espero
sem a certeza de que irá passar


Do blog sempre legal da Amanda Vox, que voltou com sua lojinha.

Monday, September 14, 2009

minha saudosa amiga mara escreve o que eu queria ter escrito

Poderia alegar coisas nobres, ou quase,
mas o fato é que tenho lista corrida baby
e uma preguiça cultivada ao longo da estada
Preguiça de sofrer, preguiça de explicar a ironia do dia anterior,
preguiça daquele olhar sacana que você não alcançou.
Poderia crer no futuro, escrever um diário
começar uma dieta, nunca mais consumir material plástico,
mas baby isso é demais para mim
deixemos assim, o dito pelo não visto
como coisas que perdemos nos vãos da casa
e tempos depois tropeçamos nelas.



O Lado B de Mara
.

Sunday, August 23, 2009

porque eu não escrevo mais no blog

Como diria alguém que gosto demais e sinto saudades demais: "Estou me sentindo telespectador da minha vida. Faz um tempo que deixei de ser autor dela."

Sunday, August 16, 2009

o que fazer com um texto?



Regras básicas de leitura e escrita de Luiz Antonio Assis Brasil, do caderno mais, da Folha de SP de hoje.



Regras básicas de leitura e escrita de Marcelino Freire, do caderno mais, da Folha de SP de hoje.

Thursday, August 13, 2009

várias coisas

Tem tanta coisa que eu gostaria de deixar registrado aqui, mas eu já procrastinei tanto e há tempos minha disciplina ficou de lado que não vou conseguir escrever nada.

Wednesday, August 05, 2009

cough

Tô com uma tosse desgraçada há 10 dias. Fui no médico e ele me disse que não é nada grave. O xarope acabou agora à noite. A tosse tem que ir embora esta noite. Não tô conseguindo concentrar em nada direito aqui.

casa comigo

Hoje assisti O Casamento de Rachel e gostei da trilha sonora ao vivo, da cara de Festa de Família que o filme tem, em vários momentos também me lembrava o Once.
Mas o vídeo abaixo é só para dizer que casamento pode ser divertido:



E como tudo o que é legal, nunca fica só por isso:



Aproveita o clima e assista o Casa Comigo aqui.

Thursday, July 30, 2009

pesquisa

Quando você quer saber de algum show que está rolando na região em que mora, onde você busca informação? Existe algum canal/site/rádio onde você consegue tudo o que precisa? Pode me dizer?

Tuesday, July 21, 2009

marginal

Eu poderia ser um padre ou um dentista
Um arquiteto, um deputado ou jornalista
Eu poderia ser ator e me dar bem
Ser um poeta que escreve versos como ninguém
Eu poderia ser um general da banda
Uma modelo, um herói da propaganda
Eu poderia ser escravo do trabalho
Ser um banqueiro, um estilista do baralho
E não há nenhuma outra hipótese
Que eu não considere, mas
O que eu queria mesmo ser
É a Cássia Eller
Eu poderia ser um mágico ilusionista
Um domador, um gigolô, um psicanalista
Eu poderia ser um campeão de golfe
De luta-livre, de xadrez e do que quer que fosse
Eu poderia ser um escritor da moda
De quem se fala muito mal (e ele nem se incomoda)
Eu poderia ser um alto funcionário
Um balconista ou um bandido sangüinário
E não há nenhuma outra hipótese
Que eu não considere, mas
O que eu queria mesmo ser
É a Cássia Eller
Eu poderia ser um físico nuclear
Um astronauta, um explorador do mar
Eu poderia ser um rei do futebol
Um vagabundo ou um professor de "escol"
Eu poderia ser um grande cineasta
Um detetive e ter segredos numa pasta
Eu poderia ser um monge do Nepal
Um jardineiro, um marinheiro, etc e tal
E não há nenhuma outra hipótese
Que eu não considere, mas
O que eu queria mesmo ser
É a Cássia Eller.


[péricles cavalcanti]

Quem é Eller?


Para Sandra Alves.

Friday, July 17, 2009

façam de suas vidas uma coisa extraordinária


Life is very short and there's no time. É por isso que eu ando correndo.
O rolo compressor continua vindo atrás sem dar trégua. Mas depois de alguns anos com esta sensação, parece que a gente vai aprendendo a lidar com a situação de estar sempre atrasado, ou sempre seguindo por um caminho que você não sabe bem para onde vai te levar. Mas qual a graça de já saber o fim da estrada quando se parte rumo ao nada?

E é do NADA que eu quero falar. Mas não do vazio ou do silêncio ou ainda do papel em branco. Ou talvez sim, eu possa falar do papel em branco, já que é nele que surgem os primeiros traços de todo e qualquer projeto. Eu quero falar dos meus amigos do Núcleo Alternativo de Desenvolvimento Audiovisual. Vocês já ouviram falar bastante deles por aqui, mas ainda tem muita história para contar e a cada novo encontro, milhões de ideias brotam, e por que não dizer N ideias, para citar o artista Gustavo Nénão (nideias.art.net) que também pintou nestes últimos encontros.

Nénão não só pintou no encontro como também nas paredes da produtora. Acho importante que o escritório, a ilha de edição, a sala de visita e até a sala de TV (que virou o meu quarto nas minhas idas para Paulínia) crie uma identidade até para inspirar o trabalho de quem por lá passa. O NADA passa por uma ótima mudança e ela também veio em forma de arte de rua que todos admiramos. Tanto admiramos que estávamos lá presentes na exibição das telas do Nénão em Campinas. Com o intuito de levar o trabalho para lugares onde as pessoas não costumam conhecer a arte de rua, este artista transferiu as pinturas da parede para telas possibilitando assim que sua arte chegue em galerias e bares.
Pois bem, eles fizeram um vídeo, que contou com uma mão do Marcelo Suzuki, para a exposição de graff.it do Nénão, que é um velho amigo do Thiago Ming, e fomos todos para o bar apreciar o trabalho e também tomar um chopps e comer dois pastel porque a gente gosta de se sentir filho de Deus vez ou outra, por mais que Dawkins discorde.

O bar é um novo capítulo.
Antes deste encontro, estive com os queridos Ricardo Picchi, Thiago Ming e Ariane Félix para trabalhar. E quando a gente trabalha não sobra tempo para conversar, é sempre uma pressão e correria que mal temos tempo para um lanche. Mas ninguém disse que produzir é fácil, não é? Aí a razão deste dia no bar ter sido importantíssimo para falarmos um pouco sobre a vida, os planos do futuro e, claro, discutirmos os próximos projetos.
Acontece que a cabeça do Ricardo é um turbilhão e você precisa estar muito antenado para pescar tudo o que sopra por ali. Mas em resumo deixo registrado (para mim, afinal isto aqui é o meu diário) os tópicos mencionados no dia:
Um chopps e os dois pastel era só um detalhe, percebe?

O Festival Paulínia de Cinema é uma nova página.
Nosso documentário UMA PARTE CULTURAL foi enviado para o festival, mas infelizmente não foi selecionado. Acreditávamos (acreditamos, na verdade) que ele tinha (tem, na verdade) tudo para participar de qualquer festival de cinema. Conforme lia as críticas sobre os curtas regionais selecionados, ficava mais triste de pensar que poderia ter visto nosso trabalho exibido na belíssima sala do Teatro Municipal de Paulínia.
Mas a tristeza foi logo contornada ao receber a notícia de que o NADA participaria de I Feira Paulínia de Cinema. Um evento em que reúne produtores, público e patrocinadores é sempre válido para quem trabalha com cinema e ainda não é brindado com grandes apoiadores. O estande do NADA estava sempre com alguém de olho nos vídeos que eram exibidos nas quatro telas montadas para a feira. O saldo foi positivo.

Neste meio tempo, mais notícias chegavam e me faziam sorrir de orelha à orelha. O homenageado deste ano no Festival Paulínia de Cinema foi o diretor Daniel Filho. Tempos de Paz, filme de Daniel Filho, foi exibido no encerramento antes da entrega dos prêmios do festival. Mas o mais novo filme do sábio diretor de Se Eu Fosse Você 2 é As Vidas de Chico Xavier. E a boa nova é que o NADA está gravando em Paulínia o making of do filme. Não é o mesmo que rodar um filme, mas tem um destaque hiper interessante estar junto de um nome de peso como Daniel Filho.

Mas não bastasse este trabalho, saiu nesta semana os nomes dos filmes selecionados para o Festival de Gramado. E entre os longas está Corpos Celestes, de Marcos Jorge (o diretor do aclamado Estômago) e Fernando Severo (diretor com mais de cinquenta prêmios nacionais e internacionais). Mas e aí? Você me pergunta. E eu digo que o grande barato é que o NADA é produtora associada de Corpos Celestes! Não é motivo de festa!? É claro que é. Mas eles tem muito trabalho por fazer!

E é isso. Por mais que eu reclame da falta de tempo ou talvez da falta de disciplina para gerenciar o precioso tempo, eu tô caminhando rumo ao NADA e também com o NADA e estou, na medida do possível, tentando entender que a vida é isso tudo o que acontece enquanto estamos ocupados fazendo estes planos.


NADA AUDIOVISUAL o site, o blog, o twitter.
Gustavo Nénão nideias.

Esta coluna existe para mostrar que a cultura de botecos com cerveja barata deve ser respeitada e que os frequentadores podem ser sempre muito interessantes. O vídeo não mostra exatamente o que queríamos [risos], mas fica o registro feito em algum sábado do primeiro semestre de 2009.

No calor de uma discussão sobre Diários de Motocicleta, André, Paulo e Maurício querem acabar com Cristiano que acaba chamando Walter Salles de Walter Falha. [risos].

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Saturday, July 11, 2009

nada no ar



O NADA AUDIOVISUAL convida e avisa que está com tudo novo de novo. O blog tá de cara nova e até a parede da produtora recebeu o trabalho do grafiteiro Nénão.

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